Grande Sertão agrada familiares de Guimarães Rosa: “Impressionados”

Novo filme estrelado por Caio Blat e Luisa Arraes, Grande Sertão é uma adaptação do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa

Grande Sertão estreou nos cinemas brasileiros no dia 6 de junho. A produção de Guel Arraes e Jorge Furtado, uma adaptação do romance Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, está fazendo sucesso e agradou até mesmo os familiares do eterno escritor.

Eduardo Tess Filho é considerado um dos netos de Guimarães Rosa e afirmou ao Metrópoles que o filme é surpreendente: “Eu e os outros familiares gostamos bastante. Ficamos todos impressionados, até um pouco emocionados no final do filme.”

Na trama, a comunidade Grande Sertão é controlada por facções criminosas onde uma luta entre policiais e bandidos assume ares de guerra. Neste lugar, Riobaldo (Caio Blat) acaba entrando em uma delas para seguir Diadorim (Luisa Arraes), cuja identidade e a paixão que sente são mistérios conflitantes em sua cabeça.

A partir de então, em meio a um ambiente hostil de guerra, Riobaldo enfrenta dilemas éticos, morais e existenciais, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza.

Grande Sertão conquistou os familiares de Guimarães Rosa

O advogado Eduardo Tess Filho fez, ainda, uma análise sobre a adaptação do livro de Guimarães Rosa nos cinemas. “Já sabia que o filme ia ser uma versão do Grande Sertão e, na minha opinião, o livro é um clássico. Uma obra universal e atemporal. Merece releituras diferentes de pessoas diferentes, respeitando a obra, e foi o que o Guel e o Jorge fizeram”, pontuou.

A fala, inclusive, endossa o argumento dos diretores para a produção do longa-metragem. Segundo Guel Arraes, ao Metrópoles, o roteiro de Grande Sertão surgiu do desejo dele e de Furtado de trazerem um novo ponto de vista para os antigos conflitos dos jagunços, focando na guerra entre a polícia e o crime.

“Politicamente, sociologicamente, não existe uma solução atual. Os políticos não sabem como resolver essa questão, nem os de direita nem os de esquerda. Essa questão é adiada até hoje (…). Então os artistas ficam meio perdidos porque você fica querendo achar solução onde não tem. Mas aí a solução do Guimarães é artística, como fazer você sentir esses dois universos com a mesma simpatia e antipatia”, reflete.

Para o neto de Guimarães Rosa, a escolha do elenco foi essencial para um bom filme. “A atuação dos atores é excelente”, afirmou. Em seguida, empolgou-se e completou: “Espero que tenhamos outros Grandes Sertões por aí com a visão de outros diretores.”

 

Fonte: Vinícius Veloso/Metrópoles

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