Criador de Round 6 admite 2ª temporada e revela o que pode acontecer

Hwang Dong-hyuk diz que está planejando reuniões com executivos do streaming Netflix sobre uma possível continuação

Criador do sucesso mundial Round 6, Hwang Dong-hyuk ainda não confirma, mas admite que está planejando reuniões com executivos do streaming Netflix sobre uma possível segunda temporada da série sul-coreana.

Em sua primeira entrevista ao Brasil, concedida ao jornal O Globo, o diretor deu spoilers sobre como pretende seguir com a trama da série, que deixou pontos em abertos no último episódio da primeira temporada.

“Penso que, se fizer, será em cima da tentativa de Gi-hun (Lee Jung-jae) em achar as pessoas que fazem parte do jogo, como o homem com quem ele brincou com o papel. Acho que tentaria encontrá-lo. Há também a história do policial, se ele está vivo ou não. Mas são só ideias”, contou.

Vale lembrar que a ideia de Round 6 começou em 2008, com Hwang observando a disparidade social entre ricos e pobres. O diretor passou anos tentando vender o roteiro, primeiro como um filme, para alguns estúdios, mas sempre era rejeitado. A Netflix comprou o projeto em setembro de 2019.

Sucesso entre crianças

Hwang Dong-hyuk ainda alegou que está impressionado com o sucesso da série sul-coreana entre crianças e adolescentes. A internet, inclusive, foi tomada por alertas sobre os cuidados que os pais devem ter para que menores de 16 anos – classificação indicativa da trama – assistam ao projeto.

“Não estou em nenhuma rede social, então nem pensei na possibilidade de crianças consumirem por essas mídias. Essa obra não é para elas. Estou perplexo que crianças estejam vendo”, admitiu o criador.

Pandemia da Covid-19

O diretor ainda acredita que a pandemia da Covid-19 ajudou o seu roteiro a ganhar popularidade.

“É triste dizer isso, mas a situação do mundo piorou. A desigualdade entre ricos e pobres ficou ainda maior, e a quantidade de pessoas em sofrimento aumentou. Ainda veio a pandemia. Os países pobres não têm como comprar vacinas. Então, o problema é universal. A história não é mais surreal ou estranha.”

“Não previ esse nível de sucesso. Estou animado, mas assustado também. Há três semanas, vivo uma montanha-russa emocional”, finalizou.

 

Fonte: Juliana Barbosa/Metrópoles

 

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