Paraná registra 162 mortes de civis envolvendo policiais

Ministério público divulga balanço de mortes em supostos confrontos com policiais no 1º semestre

Em relação ao segundo semestre de 2018, quando houve 148 mortes, o número cresceu 9,5% -Antônio de Picolli - Arquivo

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público do Paraná que tem entre suas funções o controle externo da atividade policial, divulgou nesta terça-feira, 24 de setembro, os números de mortes em supostos confrontos com policiais no estado do Paraná no primeiro semestre deste ano. Foram 157 mortes em embates com policiais militares, quatro mortes com policiais civis e uma morte com guarda municipal, somando 162 mortes.

Em relação ao segundo semestre de 2018, quando houve 148 mortes, o número cresceu 9,5%. Já em relação ao primeiro semestre do ano passado (com 179 mortes), houve decréscimo também de 9,5% (17 mortes a menos).

Estratégia nacional – O controle estatístico das mortes em confrontos policiais pelo Gaeco faz parte de estratégia de atuação do MPPR com o objetivo de contribuir para diminuir a letalidade das abordagens em confrontos policiais. As iniciativas do Ministério Público são constantemente discutidas com representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Além disso, a exemplo dos demais MPs do Brasil, o Ministério Público do Paraná aderiu ao programa nacional “O MP no enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial”, instituído pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por meio da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança. O objetivo da iniciativa do CNMP é assegurar a correta apuração das mortes de civis em confrontos com policiais e guardas municipais, garantindo que toda ação do Estado que resulte em morte seja investigada.