Novos casos confirmados de sarampo no Paraná

O monitoramento começou a ser feito pela Divisão de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Sesa, no final do mês passado, quando os primeiros casos da doença foram confirmados pelas análises laboratoriais

Foto: Jaelson Lucas/ANPr

O boletim divulgado hoje (12) pela Secretaria da Saúde do Paraná mostra que subiu para 09 (nove) o número de casos de sarampo confirmados no estado. Na semana passada eram 07 (sete) casos.

O monitoramento começou a ser feito pela Divisão de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Sesa, no final do mês passado, quando os primeiros casos da doença foram confirmados pelas análises laboratoriais.

Os dois novos casos são de pessoas que residem em Curitiba: um homem de 33 anos e uma jovem de 19 anos. Os dois estiveram recentemente em São Paulo.

Ao todo são 125 notificações da doença. Do total, 18 já foram descartados, 98 estão em investigação, além dos 9 confirmados. O levantamento inclui todas as ocorrências notificadas ao Estado até a última terça-feira, dia 10 de setembro.

Dos casos confirmados, 08 têm como fonte provável de contaminação o estado de São Paulo e um o estado de Santa Catarina.

VACINA – O Paraná segue vacinando contra o sarampo os bebês com idade entre 6 meses e menores de 12 meses, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Chamada de “dose zero”, a aplicação visa proteger esta faixa etária considerada vulnerável à infecção.
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, todos devem receber a dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses.

Pessoas com idade entre um ano a 29 anos devem ter duas doses de vacina e, acima desta faixa, até 49 anos, é preciso ter uma dose.

A única maneira de se evitar o sarampo é recebendo a dose da vacina. Além de imunizar contra o sarampo, a vacina tríplice viral protege também contra a rubéola e a caxumba.
As pessoas que tiverem alguma dúvida sobre a imunização adequada devem procurar uma unidade de saúde com a carteira de vacinação em mãos.

SARAMPO – O Sarampo é uma infecção viral, aguda, altamente contagiosa, transmitida por via aérea, através da fala, espirro, tosse e respiração.

Pode acometer todas as faixas etárias suscetíveis, tendo maior gravidade nos extremos de idade.

O vírus do Sarampo pode levar a complicações como, encefalite, meningite e pneumonia.
Os principais sintomas da doença são: febre alta, acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo e mal-estar. Entre o terceiro e o quinto dia de infecção aparecem as manchas vermelhas pelo corpo.

As Regionais de Saúde e as secretarias municipais estão orientadas a realizarem ações de bloqueio diante da notificação de casos suspeitos da doença. Estas medidas compreendem o isolamento do infectado em domicílio por 7 dias após o aparecimento das manchas vermelhas e a imunização seletiva de familiares e pessoas que tiveram contato com ele.